Invencível – 1º Temporada (2021) | Crítica

Todo o excesso dos super-heróis no mundo audiovisual nunca parece chegar ao seu limite e constantemente estamos recebendo títulos que mesmo se vendendo como revolucionários estão na verdade é se aproveitando da onda que ainda está firme. “Invencível”, da Prime Video, é uma mistura desses fatores pois ao mesmo tempo que estamos diante de uma obra pretensiosa e irônica, não tem como não perceber a necessidade de se aproveitar de arquétipos do gênero para “colher alguns louros”.

Baseada numa HQ de Robert Kirkman, a série surge na ressaca que estamos de filmes excessivamente iguais mas que conseguem levar o mesmo público com a mesma experiência sem nenhum protesto, mas com uma promessa de subverter o gênero como o autor fez na sua celebrada “The Walking Dead”.

A dinâmica da série é até interessante quando abraça de vez o pastelão que são os filmes de super-heróis e faz questão de ao mesmo tempo que se utiliza de ironizar esse gênero. E a direção faz seu serviço direito no primeiro capítulo quando rola a reviravolta que fez todo mundo que assistiu a série se interessar em seguir.

Mas, a série peca logo depois disso quando não abraça a “vibe” contraditória da narrativa e violência do primeiro capítulo e se torna uma série procedural com alguns relances de algo maior que parece nunca realmente chegar. O famoso coito interrompido de um clímax que nunca chega. E até que os dois últimos capítulos são algo a se destacar com a série sendo aquilo que esperávamos que ela fosse desde o começo. O confronto final é digno de algo que queremos ver nesse tipo de gênero.

O questionamento final é se realmente é uma série que se justifica como obra completa. Mesmo com a explosão de violência que a série abraça em alguns momentos (principalmente na sua reta final) não parece valer tanto quando vemos episódios focados em episódios que não vão acrescentar nada significativo ao produto final.

Entendo o que quis ser feito aqui, mas ao mesmo tempo fico com a impressão que não souberam fazer valer o material que tinham em mãos. Não que Robert Kirkman seja um autor de excelência. Sua carreira tá mais para um Rei Midas ao avesso: onde tudo que ele toca inicialmente é ouro para depois virar lixo.

E até o gancho para futuras temporadas é algo que não empolga tanto. É na verdade tudo tão previsível que se torna enfadonho. Que pelo menos demorem um pouco para lançar essas outras temporadas e assim consigamos esquecer que essa primeira temporada foi feita e quem sabe absorver tudo de uma forma menos decepcionada.

 

Classificação: Círculo de Fogo: The Black

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