It – Capítulo 2 | Crítica

Fiel a obra…

Após dois anos de espera e muita expectativa, chegou aos cinemas o filme It – Capítulo 2. A conclusão de uma grande obra escrita por Stephen King, que contém 1104 páginas, onde conta a história de uma criatura milenar, que se alimenta do medo das pessoas. No capítulo 1, o filme “brinca” com os medos e traumas de infância de cada personagem, já no capítulo 2, se tem situações de sustos para cada um dos personagens, baseada em uma determinada situação tomada no filme anterior.

A história começa 27 anos após os acontecimentos ocorridos no primeiro filme, quando Pennywise (Bill Skarsgard) desperta do seu longo e profundo sono, e sai à procura de vítimas para se alimentar. Após ficar sabendo de um assassinato, Mike Hanlon (Isaiah Mustafa) vai ao local e descobre que Pennywise está de volta a Derry. Com isso, ele liga para todos os integrantes do Clube dos Otários, para que eles voltem à cidade e matem A Coisa definitivamente, como foi prometido quando crianças.

No início do filme podemos ver uma abordagem mais fiel ao livro do que o primeiro longa, porém Andy Muschietti sentiu a necessidade de atualizar o texto original, isso fez com que o filme ganhasse “novos caminhos”, sem tirar essência contida no livro, ou seja, o filme contém um conteúdo único, sem sair do contexto do material original. Talvez Muschietti antes de começar a gravar o primeiro filme, já tivesse todo o contexto para o segundo, isso explicaria a ligação entre os filmes, onde a sequência completa o primeiro filme e os acontecimentos do passado constroem uma carga dramática no segundo.

Um dos maiores acertos no filme sem dúvidas, foi a escolha dos atores adultos, onde é possível reconhecer claramente quem é quem das crianças na versão adulta, seja na semelhança física, pelas manias ou pela maravilhosa atuação dos atores. Cada personagem leva consigo uma marca da sua infância, e o roteiro trabalha muito bem essas marcas. Os melhores exemplos são dos personagens Eddie Kaspbrak (James Ransone) e Beverly (Jessica Chastain) que se casaram com versões dos seus pais.

A proposta do roteiro não é causar medo atrás do óbvio, mas através dos traumas internos de cada personagem, ou seja, vencer Pennywise só será possível se todos confrontarem os seus medos internos através da amizade. Porém, nem tudo no filme foram flores, em alguns momentos deu para sentir um longa arrastado, argumentos que não se encaixava na trama principal. Outro ponto negativo foi a volta do personagem Henry Bowers (Teach Grant), sua volta foi completamente desnecessária, sua presença não interfere em nada o desenvolvimento da trama, ele parecia uma coadjuvante sem graça.

Mas esses pequenos contratempos não afetam em nada a conclusão de um ciclo grandioso, que conseguiu transformar dois filmes em uma obra magnifica. Vamos também ressaltar a performance do ator Bill Skarsgard no papel de Pennywise, onde mais uma vez deu um show de interpretação.

Classificação

“It: Capítulo 2” foi lançado nos cinemas brasileiros no dia 5 de Setembro e encontra-se em cartaz.

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