Jurassic World: Acampamento Cretáceo – 2º temporada (2021) | Crítica

A hype era alta, o público que acompanhou a primeira temporada da série animada Jurassic World: Acampamento Cretáceo, da Netflix, estava satisfeito com o programa e esperava ansiosamente pelos desdobramentos da aventura em que os jovens se meteram no último ano, todavia, os fatos foram outros e serão avaliados aqui. Confira prévia:

Confesso que a nova jornada nos trouxe um misto de decepção e inconformismo com a trama. A produção que tinha lá seus cuidados em agradar o público infantil e adulto ao mesmo tempo, perdeu-se e abraçou apenas um dos lados, afastando-se das inúmeras possibilidades criadas e não oportunizadas. O que nos sugere que nenhuma produção pode e nem deve apenas apoiar-se nas referências do cânone ou se acomodar pelos frutos da temporada anterior.

O staff da série não poderia negar os inúmeros desafios que o novo ano poderia ofertar. Bem diferente da primeiro que trabalhou lado a lado com o primeiro filme da nova trilogia Jurassic World, essa precisava construir a sua própria história e seu próprio caminho, e assim, não o fez da melhor maneira possível, desestimulando o telespectador médio. 

A segunda temporada de Jurassic World: Acampamento Cretáceo começa argumentando das inúmeras dificuldades em que o grupo de adolescentes, liderados por Darius precisa passar para tentar escapar de uma ilha mortífera.

Num primeiro momento, as ameaças são os dinossauros, mas noutro, o homem é o verdadeiro vilão da trama – E aí mora o perigo. Para construir esse ideário é necessário um discurso forte, intenso, criar nuances que a produção da Universal Pictures em associação a DreamWorks Animation não o fizeram da melhor maneira possível, “abobalhando” a trama -. Perdidos, sozinhos, os garotos precisam encontrar uma forma de sobreviver aos perigos eminentes – o que também não foi bem explorado, apenas brevemente contado, incluindo a inserção de novos personagens, que deixou a produção carregada e  ligeiramente desnecessária -. Claro, que sobreviver a um local tão inóspito como esse, seria o suficiente para deixar o fã angustiado, nervoso, mas a segunda temporada de Jurassic World: Acampamento Cretáceo deixou algo no caminho, que não conseguiu prender o público, como outrora.

Vale salientar positivamente que trazer um dos personagens, dado como morto antes, foi uma boa decisão, mas também algo esperado e previsível. Talvez, isso reflita como a produção se comportou nessa temporada. Bom, ou mediano, mas esperado, sem brilho.

Com a mesma tecnicidade, traços interessantes, a série esbarra no frágil roteiro, montagem e edição. Sem preencher algumas lacunas, afastando-se de uma coesão textual, a animação da Netflix literalmente se perdeu no novo ano. Esperamos que Jurassic World: Acampamento Cretáceo, a franquia baseada nos escritos de Michael Crichton, produzida por Colin Trevorrow e Steven Spielberg, se encontre em futuras temporadas, caso exista o interesse em renovação.

Classificação:

Veja críticas de algumas das produções ligadas a Netflix:

A primeira e segunda temporada da série animada da Dreamworks Animation encontra-se no catálogo da Netflix.

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