Locke & Key – 1º Temporada (2020) | Crítica

Imagina se a casa em que você mora com a sua família possui inúmeros mistérios, todos eles cercados por chaves mágicas que te levam a momentos inconcebíveis, inenarráveis, incríveis, mas também perigosas? Essas ‘chaves’ não abrem apenas portas, mas te levam para mundos impensáveis. Pois bem, a família Locke se deparara com essa circunstância. E para melodramatizar tal enredo, o deixando ainda mais sombrio, tal caso ocorrera num período bastante confuso e doloroso para os Locke, pós-perca de um ente querido, de maneira trágica. Será que ambas situações estão entrelaçadas? Certo mesmo é que tal poder atrairia forças no mínimo estranhas, com o desdém sobre a vida. Senhores!!! Essa a é a nova produção da Netflix, Locke & Key. Confira prévia:

Baseado numa HQ homônima, publicado entre os anos de 2008 e 2013; escrita Joe Hill e ilustrada Gabriel Rodriguez, a série mostra a morte trágica do patriarca dos Locke’s, Rendall que trabalhava num colégio como orientador escolar, quando um de seus pupilos, vai a sua casa e procura compreender os mistérios da Keyhouse, propriedade dos Locke’s por gerações na cidade de Lovecraft, Massachusetts/EUA. Naquele momento, todos não entendem, ou não compreendem os desdobramentos daquela terrível situação. Após luta corporal, o jovem assassino é detido, mas o mal já ocorrera. Abalados, a Sra. Nina Locke (Darby Stanchfield) decide se mudar com seus três filhos – Bode, Tyler e Kinsey (Robert ScottConnor Jessup e Emilia Jones) para aquela dita propriedade, por outros motivos: Criar um novo ambiente para os órfãos, e reconectarem com o pai perdido há poucos meses.

O que os jovens não esperavam eram achar ‘chaves mágicas’, com poderes incríveis, desde a criar chamas, entender a mente humana, tele-transporte à controlar sombras. Envoltos numa entidade que busca poder e controle sobre tais objetos. A trama é tensa e leva a sério o suspense, tornando momentos inquietantes – mesclados por uma trilha sonora aterrorizante. Com uma história ligeiramente boa, Locke & Key entrete no tom ideal, mesmo apresentando alguns furos ou equívocos. Acertando como é contada a história, a série deixa o espectador angustiado e temeroso no ‘time’ certo, ou seja, ‘palmas’ para quem comandou: Carlton Cuse, Aron Eli Coleite e Meredith Averill.

A antagonista e entidade, Dogde é de causar arrepios – interpretada pela brasileira Laysla de Oliveira, a personagem controla bem o suspense, tornado a manipuladora e perigosa entidade num verdadeiro desafio, fruto também das boas cenas. Quanto aos Locke’s, os filhos possuem boas interpretações, com destaque para o já jovem experiente Connor Jessup. A exceção fica para Darby Stanchfield, que teve a sua personagem – Nina Locke – mal trabalhada pelos roteiristas, configurando como um dos furos, ou problemas da trama.

A Netflix tentou criar em Locke & Key uma atmosférica próxima de Stranger Things, e tem potencial pra isso. Mas confesso que poderíamos ver mais arcos conclusos na primeira temporada, as pontas são um problema e podem prejudicar o programa, caso a gingante do streaming deseje que volte. No mais, a série entrega a premissa estabelecida, responde as principais perguntas e atinge o seu principal objetivo: Causar diversas sensações no espectador comum, desde o terror, o suspense ao drama necessário. É uma boa aposta, e esperamos sim, que a segunda temporada supere com qualidade a primeira.

Classificação:

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A estreia da primeira temporada de Locke & Key ocorreu no dia 7 de Fevereiro na Netflix, e o programa possui 10 bons episódios.

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