Mestres do Universo: Salvando Eternia – 1ª Temporada – Parte 01 (2021) | Crítica

Com bons números em avaliações pela crítica (Rotten Tomatoes), a continuação das estórias do herói loiro não está agradando os fãs. Vamos tentar destrinchar esse mistério para os nossos SiriLoucos:

Colocando em mente que Salvando Eternia é a continuação direta do clássico oitentista, esqueçam as outras “obras e reboots” que He-Man teve em sua história, E levando isso em consideração, em uma análise rápida e rasteira, He-Man e os Mestres do Universo (1983) foi um desenho feito para vender brinquedo. E só isso. Não que isso seja um demérito pois até hoje, eu gosto das estórias (mesmo que rasas), músicas (clássicas) e traços da época. Gosto mesmo e ainda assisto. Mas devemos concordar que uma continuação (muito merecida) não poderia estar nos moldes do original (que era um grande comercial de bonecos).

Sendo assim, podemos assistir Salvando Eternia usando a nostalgia a nosso favor e aceitar as mudanças como “pertinentes” e “necessárias”. Uma dessas mudanças é o foco em outro protagonista, ou melhor, a protagonista. Sim meus amigos. He-Man não é o protagonista (por isso até o título da obra mudou) e sim, Teela, que se torna a nova Mentora na estória. Com essa mudança, Kevin Smith conseguiu dar mais pano de fundo a estória de Mestres do Universo do que a obra original já que a mesma não  tinha, deixando sempre as lutas de He-Man e Esqueleto em primeiro plano deixando todo o resto no limbo. Era raro ver Gorpo se destacando em um dos capítulos ou até mesmo a Teela quem dirá os vilões que só serviam para saco de pancada. E com a polaridade de opiniões na rede, é muito injusto dizer que é “lacração” colocar Teela como protagonista que se torna natural essa decisão, depois que na batalha final entre He-Man (Chris Wood) e Esqueleto (Mark Hamill), a Espada do Poder é divida em duas e a magia de Eternia se esvai (qual o problema de se ter uma protagonista mulher?). Pelo contrário. Kevin Smith simplesmente está usando recursos MUITO subutilizados na obra original. Quem diria que Maligna teria uma grande relevância na estória. Aqui ela teve.

E falando em personagens, mais uma vez, Kevin Smith (cineasta e produtor) mostra sua perspicácia em mostrar as sutis mudanças em cada personagem clássico que passa poucas e boas em uma Eternia enfraquecida pela falta de magia. Teela na sua luta de se mostrar capaz como a nova Mentora. Maligna que sem a influência de Esqueleto se vê tendo que ajudar sua rival. Triclope sendo um líder de uma seita ou o nosso querido Gorpo que sente uma tristeza enorme com a sua incapacidade de ajudar seus amigos já que Eternia também sofre com a ausência de magia ocasionada pela divisão da espada de Grayskull.

A primeira parte da temporada (05 capítulos) mostra a jornada de Teela e a sua “Sociedade do Anel” para unir novamente a Espada do Poder. Uma encontra-se em Subternia e a outra em Preternia.

Outro ponto muito bem acertado foi a utilização do estúdio Powerhouse que é responsável por Castlevania (outra grande obra) e Sangue de Zeus, recriando os personagens de maneira exemplar e mostrando uma Eternia com todo o seu esplendor (mesmo que sofrendo com a falta de magia).

Com cinco episódios na primeira temporada (parte 01), Salvando Eternia mostra que mudar “os clássicos” é sempre uma decisão corajosa e que neste caso foi um belo acerto de Kevin Smith e a sua Mentora Teela. Ansioso pela parte dois.

Agora, um ponto EXTREMAMENTE NEGATIVO para a dona Netflix (isso explica também algumas das críticas) foi o marketing exagerado em cima do personagem do He-Man onde o mesmo tem pouco tempo de tela. Vendendo uma coisa que não condizia com a veracidade. Oh Dona Netflix!!!!! Menos da próxima vez.

 

Classificação

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