O Rei Leão (2019) | Crítica

Tivemos o lançamento de uma das animações mais clássicas da Disney, com a direção do competente diretor Jon Favreau. O filme mescla uma dose de saudosismo e atualidade tendo muitos pontos fortes e também algumas escorregadas no enredo.

Sobre o Elenco

Com nomes de peso, principalmente com os protagonistas a parte musical da obra ficou impecável com Beyoncé na voz de Nala e Donald Glover como Simba. As versões dubladas deles é que deixaram a desejar.

A cantora Iza, apesar do talento para música, deixou escapar muito seu sotaque carioca e incomodou um pouco para os mais críticos. O ator Ícaro Silva foi escalado para voz de Simba adulto e, apesar de sua atuação como dublador não comprometer o trabalho da obra, os musicais que contavam com a ajuda dele não trouxeram a emoção que somos levados a ter no original.

Toda a equipe de dublagem, fora os protagonistas, seguiram o mesmo ritmo de Ícaro sem comprometer o andamento da obra. Um destaque que deixo aqui é a parceria composta pelas hienas e é claro Timão (Ivan Parente) e Pumba (Glauco Marques) que se tornaram um alívio cômico muito gostoso de se ver.

O Rei Leão 2019/Disney – Reprodução
Sobre o Enredo

A história se mistura demais com o original, e você chega a arrepiar com a cena inicial onde o sol nasce trazendo consigo a música que para muitos é o hino que faz de O Rei Leão o desenho número 1 da nossa infância. Tudo mais o que vem a seguir nessa primeira etapa do filme é praticamente ver o original, só que em live-action.

Desde que o reboot foi anunciado eu dizia que não estava preparado para ver Mufasa morrer novamente e foi exatamente isso que aconteceu, lágrimas escorreram ao ver a cena, que reproduziu com detalhes o original, dando um “up” ao ouvir aquela frase que ninguém queria ouvir novamente: “Vida Longa ao Rei“, o choro nessa hora vem não só de mim, mas de todos que assistem a cena no cinema.

Scar – O Rei Leão 2019/Disney – Reprodução

E depois disso é a vez do “Hakuna Matata“, como não cantar junto com eles a música sem se empolgar e relembrar o original, mais uma vez olho para os lados e vejo não adultos com seus 30 ou 40 anos, mas crianças de 5 ou 6 anos que cresceram ouvindo aquilo e hoje tem orgulho de mostrar a seus filhos o quão rico foi seu tempo de criança. Só que daqui por diante as coisas começam a ficar estranhas.

Ao ver Simba crescer enquanto a música é cantada se torna bastante diferente, e a voz do protagonista adulto não ajuda a amenizar, como eu disse anteriormente o ator escalado é bastante talentoso, mas a música não se encaixa na voz dele que tenta compensar com falsetes no meio deixando a coisa ainda mais esquisita. É tão fraco o desempenho que até o Timão faz piada com o caso dizendo “Pronto agora ele vai ficar solando“.

Cena do “Hakuna Matata”/ O Rei Leão 2019/Disney – Reprodução

E a coisa fica mais esquisita quando Nala entra em cena, a música compartilhada pelos dois mostra o quão fraco foi a escolha do elenco de dublagem, a leoa simplesmente “devora” o parceiro de música que se torna uma espécie de back vocal em uma música que eles deveriam ser uma dupla. Na versão original, vale lembrar, ambas as vozes escaladas se completam tornando a coisa mais “agradável aos ouvidos”.

E as cenas que deixaram de existir? Claro que em uma releitura fazemos mudanças que acreditamos ser mais adequadas ao novo enredo, mas tirar cenas que marcam a animação original foi um pecado que não deveria existir. Não vou entrar em detalhes em respeito aos que ainda não assistiram.

Reprodução / Disney

Enfim, o filme em si se tornou bom e a competência do diretor deixou claro que a Disney faz bem em apostar nessas releituras. Para mim que sou fã da animação original a ponto de ter a fita verde guardada até hoje em casa, foi muito bom revisitar a savana africana e encontrar a pedra do rei com seu sucessor sendo erguido aos céus.

Classificação:

Veja Também:

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  • Duração oficial revelada? – Saiba Mais.

Jon Favreau dirige O Rei Leão, depois de liderar com sucesso a adaptação Mogli – O Livro da Selva (2016). O filme chegou aos cinemas em 18 de julho de 2019.

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