Quase uma Rockstar (2020) | Crítica

No filme Quase uma Rockstar, Auli’i Cravalho (voz da Moana em Moana: Um Mar de Aventuras) interpreta Amber Appleton, uma musicista bastante talentosa que apesar de passar, juntamente com a mãe, que tem problemas com alcoolismo, por uma dificuldade financeira bastante complicada, está sempre de bem com a vida e disposta a ajudar seus amigos e outras pessoas, as vezes para ganhar um trocado e poder ajudar a mãe a alugar um apartamento, ou até mesmo como voluntária. Confiram o trailer:

O filme da Netflix é baseado num livro escrito por Matthew Quick, autor do famoso O Lado Bom da Vida, que também já virou filme em 2012. No Brasil o livro possui o mesmo título que deram ao nome do filme em português: Quase uma Rockstar.

Dirigido por Brett Haley (Por Lugares Incríveis), o novo filme disponibilizado pelo streaming é carregado de drama, como já falei, além de passar por dificuldades financeiras a protagonista perdeu o pai e a mãe, além dos problemas com o álcool ainda tem um envolvimento com um namorado violento.

Como ponto positivo, o filme surpreende em alguns momentos. Inicialmente eu pensei que seria um clichê, daqueles filmes onde a protagonista sofre, rala e no final ganha um concurso, ou prêmio, ou uma bolsa de estudos… mas apesar de ser um pouco previsível, em alguns momentos ele consegue sair da mesmice.

A sucessão de coisas tristes que acontecem na vida da protagonista e que colocam a alegre e otimista Amber em um estado deprimente, me fez lembrar do piloto Renan do Choque de Cultura, se ele comentasse sobre o filme creio que diria que parece ser uma obra do Luciano Hulk, pois uma vez ele disse: “Caldeirão do Hulk… Sou grande fã desse programa, porque ele humilha o pobre, humilha, humilha humilha e depois ajuda“.

Auli’í foi muito bem no seu papel e cativa o público passando convicção de que a personagem possui o jeito meigo, sereno, quase uma princesa da Disney, mas sem que pareça forçado, ou absurdo. O mesmo não se pode dizer do restante do elenco, composto, entre outros, por Carol Burnett, Fred Armisen, Justina Machado e Judy Reyes. Claro que nenhum chegou perto do tempo de tela da Cravalho, mas ainda assim poderiam ter se saído melhor.

O filme me emocionou sim em alguns momentos e sei que vai agradar boa parcela do público que busca esse tipo de filme.

Classificação:

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Quase uma Rockstar encontra-se no catálogo da Netflix.

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