Ragnarok – 2ª temporada (2021) | Crítica

E vamos lá…

Cá estou, tentando descobrir como funciona o bendito algoritmo da Netflix que aponta para os gestores do streaming a continuar ou não a produção dos seus diversos filmes e programas presentes em seu catálogo. É notório que nem toda matemática do mundo, derivadas e integrais possam referendar o conceito de cinema ou o gosto do público, portanto, por mais uma vez, estarei falando mal sobre a série norueguesa “Ragnarok”, agora, em sua segunda temporada. Sei que você pode curtir essa frágil “Malhação” mesclada à filmes nórdicos soturnos, mas nem a minúscula evolução narrativa poderá salvar o pobre enredo diante do desejado. Confira prévia da temporada:

Você tem o direito de gostar, mas… “Ragnarok”, da Netflix, não consegue desenvolver as múltiplas indagações levantadas pelo seu próprio texto. Repetindo erros da primeira temporada, o novo ano permanece frio e distante do público [sem alma].

Magne Seier (David Stakston) está se preparando para a grande batalha entre deuses e gigantes pelo controle da humanidade, mas pra isso será necessário arregimentar companheiros de batalhas, pessoas como o próprio Magne, além de forjar o Mjolnir – O martelo dos deuses – e quem sabe, evitar o próprio “Ragnarok” mitologico. Do outro lado, os Gigantes estão dispostos à qualquer custo a derrotar o “menino Thor” e seus amigos e nesse sangrento curso.

Apresentando novos personagens, deuses do panteão nórdico, a série norueguesa não conseguiu por mais uma vez construí-los bem e isso tem sido uma temática nada entusiasmante. Assim como no primeiro ano, as estrelas do elenco nos parecem fora de lugar, rasos e nada duais, como deveriam ser – por exemplo, o Loki/Laurits Seier de Jonas Strand Gravli. Em contrapartida, o nosso querido Magne realiza o trabalho oposto, distorcendo, portanto, as características mais essenciais dos “deuses”. Mas Amauri… Isso poderia ser legal, poderia ser interessante enxergar essa inversão narrativa, sim… Poderia, todavia o programa teima em criar bons momentos e não concluí-los, como foi a pseudo-ascensão da gigante Saxa Jutul (Theresa Frostad Eggesbø), que foi mau aproveitada neste ano, e o pior, rendendo-se a um personagem sem graça, e “alheio” ao conflito Fjor Jutul (Herman Tømmeraas).

A trama ainda esbarra nas fracas batalhas, que de épico, não tem nada – lembrando “Smallville”, da CW, quando ainda não contava com investimentos -. O CGI passou longe e os conceitos técnicos são um problema, exceto a fotografia que, mesmo assim, escolheu a noite para uma briga quase impossível de ver entre Fjor e os demais deuses nórdicos.

Com uma narrativa previsível e enredo pobre, a série norueguesa “Ragnarok” não se permite redenção, apesar da leve melhora quando comparado ao ano anterior. Nos seus 6 episódios, o programa ainda parece muito tímido para a proposta inicial, não abraçando os contornos ideais para uma batalha entre deuses e gigantes como conta a mitologia. A impressão que fica é como se o programa da Netflix ainda se estivesse acertando, mesmo em seu segundo ano e sinceramente, espero não ter quer discorrer mais sobre um novo ano, apesar do algoritmo apontar que sim, teremos mais uma temporada.

 

Classificação:

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A primeira e segunda temporada da série norueguesa “Ragnarok” encontra-se disponível exclusivamente pela Netflix.

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