Resident Evil: No Escuro Absoluto (2021) | Crítica

Lembra da máxima que o “brasileiro não desiste nunca”? Foi com esse sentimento que fui com toda a voracidade de consumir mais um conteúdo de uma franquia super querida por este que vos fala. Depois de 06 filmes que não mensuram a grandiosidade da estória de Resident Evil e de 03 filmes animados que posso dizer que foram no máximo competentes, a parceria com a Netflix veio como um sopro de esperança para nós, fãs de Leon e companhia. Ledo engano. Vamos destrinchar isso?!

Te juro que não estava esperando um blockbuster mas com essa virada da forma de fazer cinema (sim, animação também é cinema) trazendo a franquia para o formato de série (apesar de pequena com 04 capítulos de 25 minutos cada), a Capcom, juntamente com as produtoras Quebico e TMS Entertainment, não souberam aproveitar esse momento para trazer algo novo.

Desperdiçaram ótimas ideias para tentar trazer ação sem “sal” (isso lembra muito o que os jogadores acham da diferença de tom entre os jogos 04, 05 e 06). No primeiro arco (considerando o contexto) onde temos a invasão da Casa Branca, facilmente daria para fazer uma temporada inteira de 08 capítulos só com esse assunto (imagina?) trazendo motivações mais reais. Não consigo engolir o fato da Casa Branca estar funcionando normalmente, no dia seguinte, após um ataque bioterrorista. No mínimo, frustrante.

Resident Evil: No Escuro Absoluto (Infinite Darkness no original) traz novamente Leon Kennedy (dublado por Nick Apostolides que é o mesmo dublador em Resident Evil 02 nos games) logo após os acontecimentos de Resident Evil 04 (o jogo) onde o herói salva a filha do presidente dos EUA da seita dos Iluminados e Claire Redfield (também dublada por Stephanie Panisello de Resident Evil 02 nos games) que teve protagonismo quase nula trabalhando na TerraSave para ajudar as vítimas de incidentes biológicos.

Tudo, na estória, leva para um país fictício chamado Penamistão (cara… tirando a China, até agora não entendo o porquê de não utilizar o nome do país real, como o Paquistão. Penamistão ninguém merece.). A cena inicial (que você vai se cansar de tanto ver em flashbacks) é até interessante parecendo muito com o filme Falcão Negro em Perigo, onde mostra os Mad Dogs (Cães Ferozes) numa incursão pelo país de mentira.

No segundo arco, temos as cenas voltadas num submarino onde Leon acaba enfrentando uma horda de ratos zumbis (isso mesmo, ratos zumbis) com mais flashbacks da ação desastrosa no Penamistão. Depois de uma rápida passada na China (e bote velocidade) vem o arco final no laboratório secreto, contagem de tempo e monstros gigantes.

Quanto à qualidade gráfica, das quatro produções em animação, com certeza é a mais bonita (as cenas dos helicópteros e as panorâmicas da Casa Branca são uma prova disso) mas não é perfeito. Em algumas situações, houve até regressão de qualidade. Principalmente nos moldes dos personagens onde em certas horas parecem feito com desleixo onde não vimos isso em Resident Evil: Vendetta, de 2017.

Conclusão: Esperei muito mas acabei tendo que me contentar com um filme de Sessão da Tarde (e olhe que de vez em quando, temos ótimos filmes na Sessão da Tarde). Por hora, é ter esperança para que a série em live action de Resident Evil tire o gosto amargo da decepção dessa série. 

 

Classificação:

Veja outras críticas nossas, de produções da Netflix:

Resident Evil: Infinite Darkness foi lançado no dia 8 de julho e está disponível exclusivamente na Netflix. Eiichiro Hasumi (Assassination Classroom: Graduation) dirige os quatro episódios e também assina os roteiros; a série tem Nick Apostolides (Resident Evil 2), Stephanie Panisello (Resident Evil 2), Ray Chase (Final Fantasy XV), Jona Xiao (Hightown), Brad Venable (Devil May Cry V) e Joe Thomas (Astral Chain) no elenco principal.

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