Shaft (2019) | Crítica

Com humor na medida certa, ótimas cenas de ação, Shaft da Warner Bros. chegou a Netflix no dia 14 de Junho, e não nos cinemas. O filme não surgiu do nada, ele é baseado nos filmes de 1971, 72 e 73, e 2000. Essa nova roupagem não se trata de um reboot, remake, mas uma sequência dentro da franquia. E reforça sua brilhante mescla entre ação policial, total irreverência de seus personagens e muita pancadaria. Super atual, o novíssimo longa promete, sem sombra de dúvidas, satisfazer o amante da franquia.

Shaft começa mostrando o passado de nosso protagonista John Shaft II (Samuel L. Jackson) e suas implicações laborais em sua vida pessoal, pondo em risco esposa (Regina Hall) e filho (que seria interpretado no futuro por Jessie Usher). Temendo o pior, faz-se necessário o afastamento dele para com a sua família. O detetive particular “barra pesada” tocou o seu caminho áspero, e sua mulher e filho trilharam um outro caminho. Mas, amigos, a vida é uma “caixinha de supresas”.

JJ Shaft, agora um jovem de 30 anos que trabalha no FBI, como um analista de dados, vê seu amigo de infância perder a vida de maneira estranha e peculiar. Levando a crer que fora assassinado, o filho passa a procurar a ajuda do seu pai, um dos melhores detetives da cidade, mas com quem não teve contato durante anos. E esse encontro será o ponto alto para a trama.

Com um roteiro delicioso, tosco em muitos momentos e meramente cartunesco, Shaft é sim uma boa surpresa. Envolvente, a dinâmica história de Kenya Barris e Alex Barnow encontrou o tom ideal para filmes dessa natureza. Com uma boa direção de Tim Story, Shaft consegue surpreender, empolgar por suas ótimas cenas de ação, bem como, arrancar risos da plateia. Me atrevo a dizer que este filme foi melhor que o de 2000, de mesmo nome.

Sobre o elenco, podemos destacar a boa relação entre pai e filho na trama: John Shaft II (Samuel L. Jackson) e JJ Shaft (Jessie Usher), a química da dupla é perfeita. Sentimos o experiente ator guiar o mais jovem, até um ponto em que eles se colocam no mesmo nível, eles compreendem os seus respectivos personagens, e o drama por detrás disso tudo, corroborando dessa relação ser o ponto mais alto do longa. Os demais coadjuvantes estiveram bem, com destaque para a referência viva e o primeiro Shaft, Richard Roundtree.

Sobre a parte técnica da coisa, o filme apresentou uma trilha sonora atualizada, com traços clássicos, mas muito legal. Cenas de ação, e efeitos visuais bem simples, sem muito tecnismo, mas também próprio, marcante e de boa fotografia.

Shaft chegou ao serviço de streaming Netflix por uma visão mercadológica, acreditava-se que não funcionaria no cinema, e confesso que talvez sim, apesar de ser um filme relativamente bom. Pois, concorrer atualmente com “Homem Aranha: Longe de Casa” e posteriormente com “O Rei Leão” poderia tornar os números possivelmente vermelhos. Mas que tudo isso sirva para podermos pensar como anda o nosso atual Universo Pop, principalmente nos cinemas, todavia, isso é papo para um outro dia.

Classificação: 

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