Sombra Lunar | Crítica

“Os fins justificam os meios?”
É comum criar grandes expectativas quando se trata de uma produção original da Netflix. Ao oferecer um catálogo rico e diversificado, o serviço de streaming conseguiu, ao longo dos anos, ganhar seu espaço no mercado e no coração dos telespectadores. Porém, às vezes, nos deparamos com filmes ou séries que fogem a esse padrão de qualidade. “Sombra Lunar” é um exemplo disso. Podendo ser resumido como uma tentativa de ficção científica que não deu certo, o longa gera expectativas em seus primeiros minutos que logo são frustradas com o desenrolar da trama.
Com direção de Jim Mickle e roteiro de Gregory Weidman e Geoffrey Tock, “Sombra lunar” traz a história da obsessão de Thomas Lockhart (Boyd Holbrook), policial em início de carreira, por uma misteriosa serial killer que, de nove em nove anos, ataca a Filadélfia deixando um rastro de vítimas espalhadas pela cidade.
Thomas percebe, logo no início do longa, que os assassinatos realizados de maneira simultânea não são obra de uma serial killer “comum”. Mesmo depois de ser morta em um embate corporal com o policial, a assassina volta a atacar nove anos mais tarde. Esse fato perturbador tira o policial do eixo e é aí que a sua obsessão tem início. Desacreditado por todos ao dizer que se tratava da mesma pessoa de nove anos atrás e não de um copiador, Thomas passa a investigar sozinho os assassinatos. Mas, não obtém êxito. De nove em nove anos, ele acaba deixando a serial killer escapar. Essa frustração contínua faz com que o policial comece a viver exclusivamente em prol da resolução desses assassinatos.
A ficção científica é jogada no enredo na tentativa de tornar crível a volta periódica dessa assassina. O clima obscuro e de suspense do filme são bem construídos, assim como a atuação de Boyd Holbrook. Porém, os outros personagens parecem não fazer diferença nenhuma na história. As lacunas deixadas ao longo da narrativa só aumentam com o desfecho do filme que parece não se encaixar com o fim que lhe foi dado. Essa falta de encaixe abrange todos os âmbitos da trama. A fotografia, trilha sonora, atmosfera e comportamento dos personagens nos minutos finais parece ter sido tirado de outra obra. A falta de harmonia é gritante. Não sei se faltou fôlego ou orçamento, mas o fim do filme poderia ter sido melhor trabalhado se houvesse uma distribuição coesa entre as cenas de ação e as que explicariam o elemento da ficção científica.
Mesmo com toda essa confusão na distribuição do roteiro, o filme, ainda assim, conseguiu me fazer chorar. A mensagem, rapidamente passada nos minutos finais nos remete à problemática tão cara aos dias atuais que é a cultura do ódio. O finalzinho do longa nos permite refletir e levantar questões como: Será que valeu a pena para Thomas perder tudo e todos só para solucionar um caso? Será que para obter um bem maior para a humanidade é justificável agir como a serial killer? Será que os fins justificam os meios? Fica a reflexão…
Classificação:


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