Star Trek e sua importância no Universo pop | Editorial

Star Trek é uma das maiores e mais duradouras franquias de ficção científica da história cinematográfica no Mundo, e como toda franquia, passou por altos e baixos, além de alguns hiatos também. Rendeu oito séries de TV e mais 13 filmes, por enquanto.

Graças a JJ Abrams e sua nova trilogia (chamada pelos fãs de “Linha Kelvin”) a franquia conseguiu ganhar uma série de novos adeptos, principalmente porque JJ deu um “toque especial” no que faltava para Jornada nas Estrelas, que é ação, além de ter contado com um elenco de peso e que soube, de forma magistral, interpretar os personagens clássicos de forma impecável.

Star Trek/Paramount – Reprodução

Essa trilogia foi um divisor de águas, pois muitos fãs conservadores não gostaram do material (mesmo sem alterar o material clássico). Visto isso, a Netflix (que vez ou outra adicionava alguns filmes no catálogo) decidiu colocar todas as séries, incluindo a série animada, além dos filmes clássicos e novos em seu catálogo. Fora isso, em parceria com a produtora CBS, a ‘Gigante do Streaming’ decidiu distribuir uma nova série de Jornada nas Estrelas, porém, no formato das produções novas de streaming (poucos episódios e uma história fechada) diferente das séries anteriores (onde tinha vários episódios por temporada e cada episódio era fechado). Discovery foi ousada do começo ao fim e provavelmente foi por isso que fez muitos fãs antigos dizerem que “Discovery não é Star Trek” sendo que o contexto era diferente.

Star Trek: Discovery/Netflix – Reprodução

Enquanto tínhamos, na série clássica e em ‘A Nova Geração’, um cenário de exploração espacial (como era realmente a premissa das séries), Discovery era um cenário de tensão (como se a qualquer momento, iniciasse uma guerra) e, obviamente, não havia espaço para agir de forma pacificadora e sim cautelosa e calculando cada passo a ser dado.

Além disso, tanto na primeira, como na segunda temporada de Discovery, alguns temas foram importantes para o desenrolar da trama, dentre eles, toda a trajetória de Michael Burnham, que é irmã de Spock, (Sonequa Martin-Green), que buscava sua redenção por ter feito algo que resultou na morte de sua Capitã Philippa Georgiou (Michelle Yeoh) e foi parar na USS Discovery, onde encontrou seus companheiros da USS Shenzhou (o que fez com que ela ficasse bem apática, recebendo, apenas, apoio do capitão Lorca).

Na segunda temporada, vemos a Discovery com um novo capitão, mesmo provisório, Christopher Pike (Anson Mount). Além disso, a segunda temporada nos trouxe outro elemento importante (e que vai ter uma série sobre) que é a Seção 31, antes mencionada no filme Além da Escuridão e nas séries Deep Space Nine e Enterprise. O misterioso órgão de espionagem do universo Trek foi bem mais explorado nessa segunda temporada [Imagina isso numa série]. Também tivemos a aparição de Spock, que serviu pra mostrar sua relação com a irmã, além de ter papel chave na trama.

Graças as atuações de Anson Hunt (Pike), Ethan Peck (Spock) e Rebecca Romjin (Número Um) a CBS decidiu (após várias especulações e pedidos desesperados de fãs, etc) que houvesse uma série focada nos três (tripulação da Enterprise) e, enfim, a CBS decidiu que teremos uma nova série de Star Trek, denominada “Strange New Worlds” onde, provavelmente, vai se passar depois dos acontecimentos da segunda temporada de Discovery e antes de Kirk assumir a Enterprise.

Star Trek/Paramount – Reprodução

Paralelo a isso, a produtora CBS desenvolveu uma série que se passa depois de Voyager, agora com distribuição da Amazon, denominada “Star Trek Picard“, sim, Sir Patrick Stewart voltou a interpretar um dos capitães mais queridos da franquia – Confira a nossa crítica. A série é cheia de surpresas, reviravoltas e uma trama bem envolvente, onde vemos velhos personagens interagirem com novos personagens e uma história a nível de Star Trek.

Star Trek: Picard/CBS – Reprodução

Tanto as séries citadas, quanto os filmes novos, além da trama espacial, falam de assuntos corriqueiros e até polêmicos (assim como foi a série original). Podemos dizer que Jornada nas Estrelas envelheceu bem e que, se você for ver algum episódio clássico, não seria ironia do destino se você associar os acontecimentos, de um determinado episódio, ao mundo real, pois era algo que o próprio idealizador da série (Gene Roddenberry) imaginava. Um mundo onde tudo de ruim tinha sido extinto (graças a ajuda de seres de outro mundo) e a humanidade tendo progredido, não só tecnologicamente, mas na forma de pensar também.

Novas séries e animações de Star Trek estão por vir e, ao que tudo indica, a prioridade será o respeito ao material original, que é exatamente o que o fã quer (independente da quantidade de episódios), ou seja, vemos o Universo de Jornada nas estrelas literalmente se expandir, como ocorre em segmentos da Astrofísica… Seria isso um indicativo do quanto a franquia faz parte da contemporaneidade humana? Deixem as reflexões nos comentários abaixo…

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