Vingadores: Ultimato | Crítica

“O épico nos é apresentado…”

Todas as cartas estavam sobre a mesa, todas as peças estavam sobre o tabuleiro aguardando este movimento final, não o derradeiro, mas aquele que traria a conclusão épica para a Saga do Infinito. Mas quando a história de Vingadores:Ultimato começou? Será que em 2018, com Vingadores: Guerra Infinita? Não! Tudo começou com o presunçoso Homem Ferro (2008), há onze anos atrás, protagonizado por Robert Downey Jr. e seus problemas “extra – campo”.

Para ser honesto, afirmo que não se acreditava naquele momento que o MCU seria um estrondoso sucesso de público e bilheteria. Afinal poucos filmes adaptados dos quadrinhos haviam alcançado sucesso e arrebatado corações na contemporaneidade: o nada harmônico X-Men, da Fox, Homem Aranha, da Sony e os Batman de Tim Burton e Christopher Nolan, da Warner Bros., dentre muitos outros projetos fracassados.

Sinceramente, você no lugar de um acionista, do CEO da Disney, compraria tal ideia? Provavelmente não! No mínimo, todo o Universo Compartilhado da Marvel era audacioso, corajoso, trabalhoso, impossível em alguns momentos, e superarriscado. Pois bem, estamos aqui retratando, debatendo sobre Vingadores:Ultimato, ou seja, as jogadas foram bem executadas.

Vingadores:Ultimato não era esperado num mísero um ano, mas em vinte e dois filmes interconectados do MCU. Não bastava ter acertado nos últimos longas, e não nesse. Logo, não seria uma tarefa das mais fáceis para grande elenco, escritores, produtores e diretores. Mas, Kevin Feige, mandatário do Marvel Studios, e equipe entregaram todas as experiências humanas em seu último trabalho.

O cuidado, o esmero em cada detalhe catapultou a trama para o seleto grupo de filmes que marcam toda uma geração, tornando, num dado momento, esteio para outros filmes que estão por vir. Para exemplificar isso, temos dois ótimos pontos. Primeiro: O espaço de tempo entre a Batalha no Planeta Titã e o período em que Tony Stark esteve à deriva no espaço, vinte e dois dias pra ser exato, evidenciou um herói raquítico, frágil, com problemas de saúde pela falta de comida, água e oxigênio; Segundo: A depressão Pós-Thanos que sacudiu profundamente o Deus do Trovão, Thor (Chris Hemsworth), tornando-o mais humano, mais próximo do espectador comum.

Esses cuidados com coisa tão pequenas, remontam a ótima qualidade técnica entre os escritores, Stephen McFeely e Christopher Markus, e diretores do longa, Anthony e Joe Russo. Diálogos precisos, pontuais, resoluções assertivas, cenas intensas, com fortes apelos dramáticos, o alívio cômico, a piada no momento exato, e por fim, a ação que todo filme de herói exige, tornam Vingadores:Ultimato a verdadeira joia do infinito do Marvel Studios. Mas o filme é perfeito? Não!!! Mas, nós também não somos e esses pequenos equívocos, terei o cuidado para jogar para debaixo do tapete.

Se Vingadores:Guerra Infinita foi sobre o nosso principal antagonista na Saga do Infinito, Thanos (Josh Brolin) e sua ensandecida busca pelas preciosas pedras; Vingadores: Ultimato foi sobre os nossos heróis. Encontros, reencontros, o verdadeiro significado do heroísmo, a nossa humanidade em pauta, foram assuntos recorrentes a trama. A começar por uma cena sutil, e até “despretensiosa”: O Capitão América (Chris Evans), convivendo com a dor da perda, participava de um grupo de ajuda. Se ajudando, e ajudando as demais pessoas a superar todo aquele traumatizante momento. Sabe… Sem superpoder nenhum, sem vilões, apenas uma boa conversa entre pessoas como nós. Noutra, Tony entende bem o que é ser um herói, da boca de seu pai, Howard Stark.

Ainda sobre a trama, pensamos: Como solucionar a equação final? Como impedir o titã louco, Thanos de obter as Joias do Infinito, e com estalo, reduzir a população a metade? O que vou te falar parece um spoiler, mas aquilo que imaginávamos ocorrera, “Os Vingadores” precisavam viajar no tempo, voltar em cada exato momento para tirar dele a Manopla. E entre uma cena ou outra, os nossos heróis estavam de frente consigo, eles precisavam exorcizar os demônios interiores e que de cara, despertou um sentimento nostálgico dos filmes presentes na Saga.

E quando no clímax, Senhores… Veremos a batalha mais épica de todas do segmento de filmes de herói, indescritível com palavras comuns, impronunciável. Veremos o melhor dos quadrinhos nas telonas. O sonho molhado de qualquer nerd, seja “raiz” ou “nutella”. E aqui entra o cuidado mais uma vez, dos produtores do longa, um passeio entre o passado e o presente das franquias do MCU. O épico nos é apresentado; um verdadeiro turbilhão de sentimentos: Choro, Alegria, Realização (e como você se deu com essa cena, peço que deixe nos comentários logo abaixo), e tudo no momento exato.

Envoltos com uma trilha sonora marcante, sob as mãos hábeis de Alan Silvestri, Vingadores:Ultimato é o ápice do MCU. É a conclusão de sonhos, de sentimentos nobres, é sobre a nossa própria humanidade, é sobre quem somos. Me atrevo em dizer que esse filme será por um bom momento o de maior bilheteria em nosso Mundo, em Xandar, LugarNenhum, nos mais longínquos lugares do Universo. Óbvio que pela expectativa gerada, pelo ótimo trabalho de marketing, mas principalmente por ser um ótimo filme.

E para concluir esse discurso, deixamos aqui um apelo a você fã da franquia, não se encabule pelas possíveis perdas, pelo que conhecemos dos trabalhos da Marvel nos quadrinhos, personagens “mortos” sempre voltam.

Classificação:

Vingadores:Ultimato chegou hoje (25) aos cinemas.

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27 Replies to “Vingadores: Ultimato | Crítica”

  1. Perfeita análise… Ultimato conseguiu ser um filme sobre heróis humanos, que superam seus problemas pessoais pelo “bem maior”… Filme imperdível

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