Wasp Network – Prisioneiros de Guerra (2020) | Crítica

A questão que parece óbvia no novo filme do Olivier Assayas é que ele não toma lado. Mas fica o questionamento porque ele é chamado de político sendo um filme que quer ser neutro naquilo que tenta mostrar.

Não tem como falar de algum Thriller Político feito por Olivier Assayas sem falar de sua trajetória com o épico sobre Che Guevara. Por mais que francês tenha o costume de ser radical naquilo que se propõe, é um filme bem mela cueca para o que se propõe. Mas quando comparado a Wasp Network: Rede de Espiões ele até que parece que se posiciona de forma intensa.

Passado nos anos 90, o filme conta sobre um grupo de cubanos-americanos que decidem adentrarem nos EUA e se tornarem espiões no país contra grupos que estão conspirando contra Cuba. A premissa faz você abraçar uma expectativa com o que propõe que vai ser um tiroteio a lá Michael Mann, mas acaba sendo mais investigativo do que é esperado. Não é ruim, mas quando você percebe onde o filme quer se aprofundar, a política faz logo você pensar que ele só não quer ousar em vez de não querer.

Wasp Network – Prisioneiros de Guerra/Netflix – Reprodução

Incrivelmente, o filme parece afogado na praia quando ressurge no terceiro ato com um sopapo de respiração que parece que estavam tentando sobreviver ele com desfibrilador e somos pegos de surpresa com outro filme, com outra edição, outra atuação, outra direção.

Logo fica o questionamento de que aquele filme realmente valeu a pena de ser assistido. Em uma rápida soma matemática é dois menos um. Malditos cineastas experientes em glórias que sabem tropeçar com estilo. Recomendo até quando lembrar que esse filme existe.

Classificação:

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O longa Wasp Network – Prisioneiros de Guerra estreou na Netflix no dia 19 de junho.

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