Yasuke – 1º temporada (2021) | Crítica

Chegou à Netflix, a nova série anime “Yasuke”, de LeSean Thomas (“A Lenda de Korra”). O programa do Studio MAPPA apresenta a história lendária do primeiro e único samurai africano em terras nipônicas, que de servo tornou-se um dos grandes generais de batalha e importante para as conquistas intrernas japonesas no Séc. XVI. Confira prévia:

O anime “Yasuke” foi trabalhado para criar uma expectativa positiva sobre o público, sobre fã do gênero. Afinal, não é todo dia que um personagem negro assume o protagonismo em terras orientais. Além disso, a produção de “Yasuke” conseguiu reunir uma equipe muito capacitada para desenvolver a série, pessoas que trabalharam em “Attack on Titan”, portanto, não era esperado algo abaixo da qualidade técnica do que foi ventilado, porém a realidade é cruel. O programa não emplacou. Os seis episódios não corresponderam a lendária e importante história do primeiro e único samurai africano. Seja nos toscos traços, ou na inserção “mechas” num Japão feudal, que apenas servem para ilustrar os horrores que caracterizam o anime.

Ser um samurai requer qualidades quase que sobre-humanas, e isso coube a Yassan, um servo negro trazido ao Japão através das primeiras missões jesuítas. Seu senso de justiça e porte físico, chamou a atenção do lorde Oda Nobunaga (1534 – 1582) – um homem que sonhava pela unidade politica e territorial de seu país – que enxergou em Yasuke, uma peça promissora para o jogo.

Traído por seus mais antigos aliados, que deram razão a poderes não mencionáveis, Nobunaga viu seus sonhos por um Japão forte, único, ruírem. Sem rumo, e totalmente desolado, Yasuke se enclausura num doce vilarejo. Mas, a sorte daquele Samurai/Barqueiro poderá mudar. Pois, os mesmos inimigos que mataram seu mestre desejam a morte de uma jovem menina, por quem Yasuke assume um compromisso de cuidar.

A animação não encanta. Apesar das poucas informações sobre o personagem-protagonista nos textos japoneses, essa situação poderia oportunizar ao roteirista Nick Jones Jr. escolher um caminho mais adequado à trilhar, se uma história mais “pés no chão” [O que era desejado], ou quem sabe mergulhar num mundo fantástico e mesclar os dois universos. Aparentemente, ele escolheu a última, e esqueceu de combinar com o enredo. A estrutura narrativa, infelizmente, não agradou. Aliás, até o Yasuke foi em alguns momentos deixado de lado. E luta pelo simbolismo de um homem negro ocupar um cargo de relevância, de igualdade na trama, foi perdendo o seu valor ante o misticismo.

Além disso, o desenho em si, não foi legal. O que não é culpa apenas dessa equipe criativa. A mistura entre o CGI e os traços ilustrativos contemporâneos não tem agradado, por vezes é inferior a desenhos da década de 90 e 2000 com qualidade tecnológica inferior.

Portanto, não tem como “passar pano” para “Yasuke”, da Netflix. A história não foi boa, a narrativa foi “ruim” e os traços não se harmonizaram. Faltou mais profundidade a um tema importante, encaixes qualitativos, a abordagens atuais e pretéritos na animação. Se vale pelo entretenimento, não sei. Mas fiquei com a sensação que perdi algumas horas da minha vida.

 

Classificação:

Veja outras críticas nossas, relacionadas ao Mundo Otaku:

A nova série anime “Yasuke” encontra-se exclusivamente na Netflix.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *